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Chapter 19 - Mom

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Chapter 19 - Mom

Mensagem por mary em Dom Maio 13, 2012 12:32 am

Chapter 19 - Mom
Ele contou-me tudo. Que eu tinha pais, que eles não eram meus primos e que aquele homem a quem eu chamava tio não era meu tio. Que tinha sido ele (esse homem) a transformar-me por meio de um jogo, que também tinha transformado Erik e que o Erik (pelo que ele sabia) era muito meu amigo e não meu namorado. Que a Marina tinha ciúmes meus por eu me dar com ele, que me tinha perseguido e eu me tinha despistado e batido com a cabeça ficando assim sem memória. Contou-me também que só andava atrás de mim por causa do meu “tio”. Estava apenas um dia desaparecida e tanta coisa já tinha acontecido.
Estava tão confusa que tinha a cabeça a fervilhar. Tudo se misturava, não sabia mais o que fazer se não gritar impacientemente.
- COMO FOSTE CAPAZ?! – Virei-me para ele bastante irritada a resmungar levando os braços ao ar.
Ele não respondeu mantendo um ar indecifrável. Só me irritou mais.
- E aconteceu algo entre nós?! Pelo que me contaste andámos muito juntos, tu e eu. – Ele evitou olhar-me nos olhos.
- Beijei-te.
- Tu usaste-me. Sabes o quão errado isso é? – Olhei para ele com uma voz em que se notava que estava irritada (talvez um pouco histérica).
- Não me arrependo do que fiz, também me trouxe consequências boas. – Ele deixou escapar um sorriso.
- Não quero saber. Só sei que não te consigo ver mais a frente. Sai daqui. Sei que estou com falta de memória mas descobri agora mesmo que odeio pessoas que me usam para qualquer fim. – Tentei passar por ele porque ele não se mexeu.
- Tatia… - Começou e agarrou-me no braço.
- Tatia, o quê? – Olhei-o bem nos olhos pretos profundos.
- Para teu bem, tens de fingir que não te contei nada.
- Já te preocupas comigo?! – Tentei soltar-me, mas ele agarrava-me com mais força não me querendo soltar.
- Não. Talvez. – Vi que ele tinha ficado pensativo. E que com a outra mão passava-a pelo rosto barbeado.
Ergui o sobrolho e deixei a minha boca abrir-se de espanto. Soltei-me.
- Eu vou agir normal, mas é por causa de mim e do Erik. – Olhei para ele. – Sei muito bem que ele está naquele barracão. Também foste tu que deste cabo dele? – Semicerrei os olhos de raiva.
Ele manteve-se calado.
- Bem me parecia. – Empurrei-o com o ombro passando por ele.
Onde é que ia? Também não sei. Mas voltei atrás indo novamente para o meu quarto. Ele tinha desaparecido e os dez corpos também. Estranho. Fechei o quarto a chave (sei que era desperdício de tempo, pois qualquer um podia arrebentar com aquilo tudo.)
Recostei-me na cama, ajeitando as almofadas e senti as lágrimas escorrerem-me sem eu dar por isso. Por amor a deus, porque é que aquilo me estava acontecer a mim? Logo eu? Vampira, sem memória, e com traidores à volta, não podia desejar melhor vida. Só sabia que daqui a uma semana tinha de me ir embora o mais depressa possível. Uma semana porque me iria lembrar de tudo e algo me dizia que iria ser pior. Sei que era especial e por isso não me deixariam sair dali fosse de que maneira fosse. Teriam de me proteger contra o Lado Negro do Alto Conselho.
Mas eu também estava indecisa. Eu queria ver com os meus próprios olhos o Alto Conselho, tanto o bom como o mau lado. Queria perceber tudo. Já que esta era a minha vida.
Revirei-me na cama e assustei-me com a presença dele outra vez.
- O que foi agora? – Perguntei olhando para a cama.
- Dei sangue ao Erik. Ele há-de melhorar.
- Estás a fazer isso para te redimires? Podias-me ter contado tudo logo. – Ergui o meu tronco e olhei para ele.
- Eu não sou quem tu pensas que eu sou.
- Disso sei eu.
Ele ergueu o sobrolho olhando para mim.
- Importaste de me deixar sozinha? E de não estares sempre a invadir o meu espaço pessoal? – Revirei os olhos. Ele sem dizer nada saiu pela porta outra vez. Parece que tinha deixado a chave na porta ou então tinham chaves mestras.

***
Cinco dias tinham passado e as coisas estavam iguais, por assim dizer. Continuava a ter uns sonhos estranhos que depois não me lembrava deles ou simplesmente lembrava-me de trechos. Continuava a ir ver o Erik sem que ninguém visse (além do Alex, apesar de não confiar nele mais tínhamos um acordo). Queria ver os meus pais…
Estava mais forte, mais ciente do que fazia e havia muita coisa que já não me importava. A Marina continuava com os seus joguinhos. Claro que eu não me ficava atrás, cumpria-os mas ela também. Nestes últimos cinco dias já tinha bebido mais sangue que eu sei la. Talvez uns setenta humanos. E não, não estou a exagerar. Eram de fora de Coimbra, de outras zonas. Ninguém haveria de desconfiar. Mas o mais importante é que esta tortura estava prestes a chegar ao fim.
Estava a caminho do barracão (estava a uns 2 metros de casa) quando ouvi a voz do meu suposto tio atrás de mim.
- Onde vais, querida? – Estaquei. Parecia que o meu coração me tinha caído e que eu tinha morrido ali. Aquela voz… Virei-me com um sorriso.
- Descobri ali há pouco tempo. – Aponto para o lado esquerdo do barracão, ou seja, o barracão no meio depois o lado esquerdo. – Uma boa sombra com cerejeiras e ameixas. – Estávamos quase no natal, não havia estas frutas.
- Devias voltar para casa. – Olhou para o céu nublado. – É capaz de chover.
Virei-me completamente para ele. – Naaaah, está-se bem aqui fora. Já que o sol não me incomoda tanto quando as nuvens aparecem.
- Devias mesmo ir.
- Já disse que não vou, não me tente obrigar! – Fingi uma birra.
- Pronto, pronto. Mas tem cuidado. – Sorriu maldosamente e virou-se para ir embora, e foi.
Esperei que ele entrasse na casa e virei-me, até me assustei!
- Que foi? – Perguntei com desprezo.
- Vê isto. – Ele tinha um Ipad na mão.
Meti-me ao lado dele com os braços cruzados e comecei a olhar para o vídeo. Começou.
Havia uma mulher muito chorosa juntamente com um homem que continuava com uma expressão séria, mas notava-se alguma tristeza.
Ela começou a falar. – Eu não sei da minha filha, - olhava continuadamente para as câmaras – ela desapareceu. Por favor, tragam a minha menina de volta. Eu quero a minha filha! Se isto foi algum rapto, eu pago o quanto quiserem! MAS DEVOLVAM-ME A MINHA MENINA! – Ela já gritava e chorava. Os polícias agarram-na para ela não cair no chão. Aquilo tocou-me.
- Boa tarde, a rapariga Tatia Bladinova está desaparecida faz seis dias hoje. A polícia transmite que não tem pistas do que tenha acontecido. Apenas encontraram o carro dos pais da rapariga em muito mau estado perto de uma zona com pouca população. Do corpo não se sabe nada. Transmitimos também que o amigo da vitima também está desaparecido. – Falou a jornalista.
Não podia conter o espanto, nem conseguir parar as lágrimas. Não conseguia reagir sequer. Estava em choque. A minha mãe…

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Re: Chapter 19 - Mom

Mensagem por Kheyos em Dom Maio 13, 2012 12:55 am

é estranho após ela ver o video nao se ter recordado logo de tudo :O
Fogo, gosto mais da outra Tatia, ela que volte depressa :/
Keep Going ^^
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Re: Chapter 19 - Mom

Mensagem por mary em Dom Maio 13, 2012 1:03 am

No proximo recorda-se de algumas coisas :p
Eu tbem tenho saudades da outra :3
Thanks!
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Re: Chapter 19 - Mom

Mensagem por Shadow em Dom Maio 13, 2012 1:52 am

Tatia bitch desapareceu para dar lugar à Tatia emo que mata 70 pessoas em dias? "Ninguém haveria de desconfiar", porque desaparecem 70 pessoas todos dias e ninguém dá por nada scratch
Bom filler, continua ^^ (vais ser caçada Twisted Evil )

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Re: Chapter 19 - Mom

Mensagem por Tixa em Ter Maio 15, 2012 2:25 am

Como é que desaparecem 70 pessoas em poucos dias e ninguém dá por nada? As pessoas não tinham família, amigos que dessem pela falta deles? Podias era pôr isso no Jornal do RPG. :/

Aaaaaand Twilight is back. xD
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Re: Chapter 19 - Mom

Mensagem por Eve F. em Qua Maio 16, 2012 4:10 am

Concordo com Tixa, tem de ir pro jornal hahahaha
Muito bom chapter, embora eu goste um pouco da Tatia bitch, também gosto da nova versão dela hahahah... ela podia manter uns traços dela xD
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